28 agosto, 2016

XXXIX Assembelia Nacional do RCC



Orientador


Reitor do Seminário Maior de Cristo Rei
Olivais, Lisboa

 Ensinamentos (som) e imagens serão lançados oportunamente

27 agosto, 2016

Carta do Papa Francisco ao Bispo de Ventimiglia - S. Remo



Cidade do Vaticano (RV) – No dia 26 de Agosto, por ocasião da Solenidade de São Segundo, o Bispo da diocese italiana de Ventimiglia, Dom Antonio Suetta, publicou a carta do Santo Padre endereçada a ele e à comunidade diocesana, na qual exprime a sua proximidade pela situação vivida naquela região da Itália, pela numerosa presença de migrantes e refugiados que buscam uma nova esperança.

 A mensagem do Papa é uma resposta à carta enviada pelo prelado, em que relatava a “difícil situação da cidade de Ventimiglia, pela presença de numerosos migrantes e refugiados que desejam atravessar a fronteira ítalo-francesa”.

O Papa demonstra a sua proximidade “no afecto e na oração” ao Bispo, a toda a comunidade e a todos que trabalham “para ir ao encontro das necessidades destas pessoas que fogem da guerra e da violência, em busca de esperança e de um futuro de paz”.

Francisco agradece na mensagem os esforços que a comunidade diocesana está empregando “com admirável caridade evangélica, colocando os recursos humanos, logísticos e económicos em apoio a estes nossos irmãos e irmãs que vivem um drama imenso”.

“Encorajo o Senhor, os sacerdotes, as pessoas consagradas, os agentes da pastoral e as várias realidades eclesiais a prosseguirem no generoso empenho da hospitalidade e da solidariedade, para tornar-se sempre mais “Igreja em saída”, anunciadora do Evangelho da misericórdia e testemunha da esperança”.

Ao concluir, o Santo Padre assegura a sua oração pelas necessidades da Igreja de Ventimiglia – San Remo, pede orações para si e concede a sua Bênção Apostólica. (JE/FL)

Mensagem de Francisco para o 50º Dia Mundial da Paz



(RV) Cidade do Vaticano  – Foi publicado nesta sexta-feira (26/08), o tema da Mensagem do Papa para o 50° Dia Mundial da Paz que se celebrará no dia 1° de Janeiro de 2017.  “A não-violência: estilo de uma política para a Paz”: este é o tema escolhido por Francisco para o próximo Dia Mundial da Paz, o quarto do seu Pontificado.

A violência e a paz estão na origem de dois modos opostos de construir a sociedade. A difusão dos focos de violência gera experiências sociais gravíssimas e negativas.

O Papa resume esta situação na expressão “Terceira guerra mundial em capítulos”.

Pelo contrário, a paz tem consequências sociais positivas e permite um verdadeiro progresso. Devemos, portanto, agir nos espaços possíveis, negociando caminhos de paz, até mesmo onde tais caminhos parecem tortuosos ou impraticáveis, lê-se na mensagem.

Deste modo, a “não violência” pode assumir um significado mais amplo e novo: não apenas uma mera aspiração, inspiração, rejeição moral da violência, das barreiras, dos impulsos destruidores, mas também um método político realista, aberto à esperança.

Trata-se de um método político assente na primazia do direito. Se o direito e a igual dignidade de cada ser humano são salvaguardados sem discriminações e distinções, consequentemente, a “não violência”, entendida como método político, pode constituir um instrumento realista para superar os conflitos armados. Nesta perspectiva, é importante reconhecer, sempre mais, não o direito da força, mas a força do direito.

Com esta Mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Santo Padre deseja indicar um passo ulterior, um caminho de esperança apropriado às circunstâncias históricas presentes: chegar à solução das controvérsias por meio de negociações, evitando que elas se degenerem em conflito armado.

Por detrás desta perspectiva, há também o respeito pela cultura e a identidade dos povos, portanto, a superação da ideia segundo a qual uma parte é moralmente superior à outra.

Mas, ao mesmo tempo, isto não significa que uma nação possa ser indiferente diante das tragédias de outras. Pelo contrário, significa reconhecer a primazia da diplomacia diante dos estrondos das armas.

O tráfico mundial das armas é tão vasto a ponto de ser subestimado. O tráfico ilegal das armas sustenta muitos conflitos no mundo. A “não violência”, como estilo político, pode e deve fazer muito mais para superar este flagelo.

De recordar que o Dia Mundial da Paz teve início por desejo do Beato Papa Paulo VI e é celebrado todos os anos no dia 1° de Janeiro de cada novo ano. A Mensagem do Papa é enviada a todas as Chancelarias do mundo e serve de guia para as directrizes diplomáticas da Santa Sé.

26 agosto, 2016

Bombeiros do Vaticano participam no salvamento de uma criança



(RV) Fazemos de tudo para fazer sentir a proximidade do Papa Francisco às populações atingidas pelo sismo. Assim se exprime o geómetra, Orlando Latini, coordenador da equipa dos seis Bombeiros da Cidade do Vaticano, enviados quarta-feira para Amatrice, a localidade mais devastada pelo terramoto que abalou no dia 24 a Itália central. Uma proximidade, a do Papa, que se torna concreta, não só no trabalho contínuo para salvar todas as vidas possíveis, mas também para dar apoio moral às pessoas desesperadas. Quarta-feira, participaram no salvamento de uma criança de três anos, na zona de Amatrice. Infelizmente, ambos os pais e a irmãzinha dessa criança não se sobreviveram.

A colega italiana, Debora Donnini entrevistou Oralando Latini, segundo o qual, “com base em informações fornecidas pelo tio da criança – irmão do pai que faleceu – foram ao local e começaram a procurar. Foi uma intervenção complicada que durou das 17.15 às 21.40. Eram mais de 40 bombeiros empenhados ali. Houve satisfação da parte de todos. E isso deu-nos a força para continuar o nosso trabalho, pois que a esperança nas primeiras horas de socorro, é grande”.

- Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro, lê-se no Talmud. Salvar vidas humanas é um aspecto central do vosso trabalho…

Certo, nós fazemos de tudo para salvar vidas humanas. Todo o nosso trabalho vai neste sentido. Por isso, mesmo quando há apenas uma pequena possibilidade, nós a percorremos até ao fundo. Vamos sem medo, fazemos ver que somos valorosos, mas não é assim. Somos levados apenas pela vontade de salvar vidas humanas. Esta é a grande força e creio que é a maior força de qualquer bombeiro. Nos pomos à disposição, arriscamos a nossa vida para procurar salvar nem que seja uma única vida humana.”

- Hoje continuais a procurar vidas entre os escombros? Espera-se ainda encontrar pessoas vivas?

Sim, sim! Enquanto estivermos aqui trabalhamos com o intento de encontrar e salvar pessoas. Enquanto houver esperança, devemos continuar a procurar.”

- Vocês levaram a carícia do Papa Francisco a essas populações. Tivestes a oportunidade de falar com as pessoas, o que dizem?

Encontramos pessoas chocadas, obviamente, pessoas que choram, mães, pais, famílias desesperadas… Nesses casos podemos fazer pouco. Manifestamos, obviamente, a nossa proximidade, procurando através da nossa presença, dar um pequeno apoio moral. Nós fazemos de tudo para fazer sentir a proximidade do Papa às populações atingidas pelo terramoto”.

- Levastes terços e imagens benzidas pelo Papa. Tiveste a oportunidade de os dar aos sacerdotes para que os dêem às pessoas?

Sim, claro. Uma das primeiras indicações que recebemos do Santo Padre era a de dar apoio moral. Durante os poucos momentos de repouso, não nos repousamos, vamos ter com os sacerdotes, procuramos as pessoas e damos os terços e as imagens benzidas…”

(DA)

Francisco encontra as Irmãs Clarissas de Clausura




(RV) Cidade do Vaticano – O Papa encontrou na manhã desta quinta-feira (25/08), na Casa Santa Marta, as Irmãs de Clausura que vivem no Mosteiro de Santa Maria de Vallegloria, situado nas imediações de Assis.

 Francisco entregou às consagradas e, simbolicamente, a todas as Comunidades de Clausuras do mundo a Constituição Apostólica “Vultum Dei quaerere” (“Em busca da Face de Deus”), dedicada à vida contemplativa feminina.

Por sua vez, as Irmãs Clarissas deram ao Papa uma cópia do Crucifixo de São Damião, pintado pela abadessa Maria Chiara Mosetti. As 24 Irmãs Clarissas, uma Noviça e duas Postulantes, estavam acompanhadas pelo Bispo de Foligno, Dom Gualtiero Sigismondi, Presidente da Comissão para o Clero e a Vida Consagrada da Conferência Episcopal Italiana (CEI).

Não faltaram momentos de oração comum no encontro do Papa com as Clarissas, vividos em espírito de partilha espiritual alegre e fraterna. O Papa presidiu à celebração Eucarística concelebrada pelo Bispo de Foligno e enriquecida pela suavidade dos cantos das religiosas. As intenções da Missa foram oferecidas pelas vítimas do terramoto no centro da Itália.

A este propósito, é de recordar que esta Comunidade de Clausura do Mosteiro de Santa Maria de Vallegloria está situado na região italiana da Úmbria, duramente atingida pelo terramoto de 1997, que obrigou as religiosas a viver por 14 anos num container.

Na sua homilia, Francisco recordou o valor da oração, ponto central da vida contemplativa de clausura, que sintetizou em três palavras: riqueza, testemunho e esperança. A “riqueza”, disse o Papa, não deve ser material, mas espiritual; a verdadeira riqueza dos consagrados são dons do Senhor, que são recebidos gratuitamente. Esta riqueza, prosseguiu Francisco, nos leva ao “testemunho” da vida.

“Vós, disse, sois Irmãs de Clausura e ninguém vos vê. Porém, as pessoas reconhecem o valor do vosso testemunho de vida. Vocês transmitem, com a contemplação e a oração, a vida de Jesus, centro da nossa vida. Mediante as vossas orações, vós sustentais a Igreja e o mundo. Este é o vosso verdadeiro testemunho” de vida.

A seguir, falando da “esperança”, o Papa disse: “Vós sois portadoras e semeadoras da esperança da vinda do Esposo: a  esperança de encontrar o Senhor. É desta esperança que nasce a verdadeira alegria da vida consagrada. O Senhor nos chama à felicidade”.

O Papa concluiu a sua homilia exortando as religiosas a agradecerem sempre ao Senhor pela vida comunitária e a manterem a comunhão fraterna, demonstrando ser pessoas “ricas dos dons divinos”.

Após a Santa Missa, as Irmãs Clarissas deixaram a Casa Santa Marta e se dirigiram à Basílica de São Pedro onde passaram pela Porta Santa do Ano Santo da Misericórdia. As consagradas rezaram o Credo e se detiveram em oração diante dos túmulos de São João XXIII e São João Paulo II.

Por fim, as Irmãs Clarissas do Mosteiro de Santa Maria de Vallegloria regressaram à Casa Santa Marta, onde almoçaram com o Papa Francisco.

25 agosto, 2016

Jovens muçulmanos da África Ocidental contra fundamentalismos




(RV) Jovens africanos de religião muçulmana, empenhados nos respectivos países na luta contra todas formas de fundamentalismo, reuniram-se nos dias passados em Ougadougou, capital do Burkina-Faso, num colóquio intitulado “Contributo à prevenção do extremismo violento” e que tinha por objectivo chamar a atenção, sobretudo das novas gerações, para os perigos da radicalização e dos extremismos violentos. Centenas de participantes de oito nações pediram aos governos para criarem oportunidades de emprego e de formação, a fim de fazer com que os jovens não caiam nas ratoeiras do terrorismo.

Para a Organização da juventude muçulmana da África Ocidental, OJEMAO, que representa o Benin, Burkina-Faso, Costa do Marfim, Guiné-Conacri, Mali, Níger, Senegal e Togo, é necessário agir com urgência porque os terroristas e alguns pregadores radicais estão a tomar a dianteira. O temor é que outras regiões africanas se deixem levar pelos fundamentalistas, com a criação de organizações que possam usar a fé para “justificar” os seus crimes.

O OJEMAO está activa de modo particular no Níger onde, os aderentes, promovem, entre outras,  iniciativas de solidariedade islâmica.

(LZ/DA)

Jovens africanos de religião muçulmana, empenhados nos respectivos países na luta contra todas formas de fundamentalismo, reuniram-se nos dias passados em Ougadougou, capital do Burkina-Faso, num colóquio intitulado “Contributo à prevenção do extremismo violento” e que tinha por objectivo chamar a atenção, sobretudo das novas gerações, para os perigos da radicalização e dos extremismos violentos. Centenas de participantes de oito nações pediram aos governos para criarem oportunidades de emprego e de formação, a fim de fazer com que os jovens não caiam nas ratoeiras do terrorismo.

Para a Organização da juventude muçulmana da África Ocidental, OJEMAO, que representa o Benin, Burkina-Faso, Costa do Marfim, Guiné-Conacri, Mali, Níger, Senegal e Togo, é necessário agir com urgência porque os terroristas e alguns pregadores radicais estão a tomar a dianteira. O temor é que outras regiões africanas se deixem levar pelos fundamentalistas, com a criação de organizações que possam usar a fé para “justificar” os seus crimes.

O OJEMAO está activa de modo particular no Níger onde, os aderentes, promovem, entre outras,  iniciativas de solidariedade islâmica.

(LZ/DA)

Papa envia Gendarmes às zonas atingidas pelo terramoto




(RV) apa envia Gendarmes às zonas atingidas pelo terramoto.Depois de ter enviado ontem seis bombeiros a Amatrice, na Província de Rieti, para ajudar no socorro às pessoas afectadas pelo terramoto, o Papa Francisco enviou hoje seis Gendarmes do Vaticano que, em colaboração com a Protecção Civil Italiana, vão estar ao serviço dessas pessoas. É mais um gesto da proximidade do Papa Bergoglio às pessoas atingidas pelo sismo.

Luca Collodi, do Programa italiano, entrevistou Paolo de Angelis, Oficial, Coordenador dos Bombeiro do Vaticano que disse:

Nós estamos presentes com uma equipa de seis pessoas; colaboramos com o Corpo Nacional de Bombeiros, directamente, portanto, como o Comando de Rieti. Estamos in loco, nas intervenções, como foi quando houve o terramoto em Aquila”.

Então não é a primeira vez que bombeiros do Vaticano colaboram com as autoridades italianas. Recordamos precisamente o caso de Onna, uma das zonas mais atingidas,  durante o terramoto de Aquila…

Sim, Recordamos Onna, porque a primeira fase do terramoto é o momento mais crítico em que os socorristas devem actuar de forma precisa e rápida.”

Como é composta a equipa que partiu para Amatrice? Já vos concertastes com a Protecção Civil Italiana? De que forma agireis?

Como dizia, estamos ligados ao campo-base nas proximidades de Amatrice. A nossa equipa, é actualmente composta por seis pessoas com dois carros-bombeiros. Há um “jeep-defender” com um apetrecho anti-incêndio para nos movimentarmos rapidamente no território e um carro para socorros múltiplos com todo o apetrecho necessário para as intervenções”.

Esta vossa presença na zona do terramoto da Itália central representa um sinal concreto da proximidade do Papa às pessoas atingidas pelo sismo…

Certo. É um sinal concreto. Nós faremos todo o possível, porque, como dizia ao recordar o terramoto em Onna, agora desencadeia-se aquilo a que não quero chamar de “pleito da solidariedade”, mas é o momento da solidariedade em relação às populações atingidas. É este o momento em que é preciso manifestar solidariedade”.

(DA)

24 agosto, 2016

Papa Francisco exprime o seu pesar pelas vítimas do terramoto



(RV) O terramoto de 6 graus na escala Richter que atingiu o centro da Itália também foi sentido em Roma. Entretanto, a Audiência geral com o Papa nesta quarta-feira seguiu como prevista.

Não foram registrados danos na capital nem no Vaticano. Tampouco na Basílica de São Francisco, em Assis. Alguns danos foram reportados na Basílica de São Bento em Núrcia. 

Às 3h36 (hora local) o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) registrou o epicentro do terramoto principal a 4 quilómetros de profundidade entre as províncias de Rieti e Ascoli Piceno, distantes cerca de 100 km da capital Roma. Seguiram-se durante a madrugada outros tremores de 5.1 e 5.4 graus.

A cidade mais atingida foi Amatrice, na província de Rieti, para onde meios especiais da Defesa Civil foram deslocados logo após o terramoto. O Prefeito de Amatrice, Sergio Pirozzi disse que “a cidade não existe mais” e que “há pessoas sob os escombros”.

Foram registrados desabamentos e danos em cidades e estradas do Lazio, da Úmbria e das Marche.

As primeiras informações são de que duas pessoas morreram na região das Marche e de que outras vítimas estariam sob os escombros também em Accumoli, epicentro do terramoto.

O número de mortos confirmados até agora pela Defesa Civil é de 63 mortos.

É neste clima, que o Papa Francisco iniciou a Audiência Geral desta quarta-feira, dia 24 de Agosto, às 10 horas na Praça de S. Pedro repleta de fiéis e peregrinos vindos das diversas partes do mundo.

: “Tinha preparado a catequese de hoje, disse Francisco, como para todas as quartas-feiras deste ano da misericórdia, sobre o tema da proximidade de Jesus. Mas perante a notícia do terramoto que atingiu o centro da Itália, devastando inteiras zonas e causando mortos e feridos, não posso não exprimir a minha profunda dor e a minha proximidade a todas as pessoas presentes nos lugares do terramoto; a todas as pessoas que perderam os seus entes queridos e aquelas que ainda se sentem angustiados pelo medo e pelo terror causado pelo cismo”.

O Papa exprimiu em seguida a sua grande comoção ao citar as palavras proferidas pelo Prefeito de Amatrice, epicentro do terramoto, que disse “Amatrice não existe mais”; grande comoção,  sobretudo, ao saber que entre os mortos há tantas crianças.

Neste sentido o Santo Padre assegurou a todas as pessoas de Amatrice e arredores e outras zonas atingidas da diocese de Rieti, de Ascoli Piceno e de todas as outras zonas do Lazio, da Umbria e das Marche, as suas orações, assegurando-lhes o carinho e o abraço de toda a Igreja. A todos, neste momento, a Igreja se une com o seu amor materno. O Papa enviou ainda a todos os que sofrem pelo terramoto o seu abraço e o dos presentes na Praça de S. Pedro.

Finalmente, Francisco agradeceu a todos os voluntários e os agentes da Defesa Civil Italiana, que estão socorrendo as populações gravemente atingidas, nestes termos: “peço-vos que se unam a mim na oração, para que o Senhor Jesus, que sempre se comoveu diante da dor humana, console estes corações entristecidos e lhes dê a paz, por intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria”.

Pedindo aos presentes na Praça de S. Pedro, para “se  comoverem como Jesus” perante a tal tragédia, Francisco adiou a sua catequese da Audiência Geral desta quarta-feira para a próxima semana.

Depois, Francisco convidou os fiéis e peregrinos a rezar com ele parte do Rosário, os mistérios dolorosos, pelos irmãos e irmãs atingidos pelo cismo.

No final da Audiência Geral, o Santo Padre passou a cumprimentar os presentes na Praça de S. Pedro em diversas línguas entre elas o português, nestes termos: “Saúdo os peregrinos de língua portuguesa do Brasil e de Portugal. Jesus os convida a levar aos outros a alegria do Evangelho, que nos ensina que “homens e mulheres partilham da mesma dignidade”, porque todos somos a mesma coisa em Cristo. Que Deus os abençoe”.

Ao concluir, o Papa recordou que, nestas últimas semanas, os Observadores internacionais exprimiram a sua preocupação pela degeneração da situação na Ucrânia oriental. Neste sentido Francisco fez um premente apelo nestes termos: “Hoje, enquanto aquela querida nação celebra a sua festa nacional, que coincide com o 25º aniversário da independência, asseguro as minhas orações”.
Finalmente, o Papa, a todos deu a sua Bênção Apostólica.

23 agosto, 2016

Jovens do mundo inteiro discutem desenvolvimento no Vaticano



(RV) Outubro próximo, jovens do mundo inteiro que vão partilhar experiências sobre a tecnologia, a política, a economia e a cultura.  Na base dos debates estarão os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, promovidos pela ONU, em particular nos itens n°4 (instrução de qualidade) e n°8 (trabalho digno e crescimento económico).

 Neste último ponto, isto é, sobre o trabalho digno e crescimento económico, os participantes se debruçarão sobre o tema "criar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado; erradicação da escravatura moderna e tráfico de seres humanos; proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo o recrutamento de crianças-soldado; e até 2025 erradicar o trabalho infantil em todas as suas formas”.

Os pedidos de inscrição podem ser apresentados até 30 de Agosto por e-mail. Participarão cerca de 50 jovens de todo o mundo, entre 18 e 30 anos de idade. Durante o encontro, os participantes irão apresentar projetos e iniciativas. Dois projetos serão escolhidos como a melhor expressão do evento e serão promovidos pela Pontifícia Academia das Ciências Sociais na Conferência da COP22.

Em 2017, esta iniciativa da Pontifícia Academia das Ciências será repetida com o objetivo de estudar e avaliar o resultado e as consequências desta primeira reunião.
A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável é um programa de ação assinado em Setembro de 2015 pelos governos dos 193 países membros da ONU. Ela engloba 17 metas para o Desenvolvimento Sustentável do Milénio num programa de ação com um total de 169 metas ou objetivos. Os países se comprometeram a atingir as metas até 2030.

Os Objetivos de Desenvolvimento Suetentável dão continuidade aos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, que os precederam e são metas comuns que incluem um conjunto de questões importantes para o desenvolvimento: a luta contra a pobreza, a eliminação da fome e combate às mudanças climáticas, para citar apenas algumas.

"Objetivos comuns" significa que eles se aplicam a todos os países e a todos os indivíduos: ninguém está excluído, nem deve ser deixado para trás ao longo do caminho, é necessário levar o mundo nesse caminho sustentável.


Bispos da Oceania: salvaguarda da Criação, um dever de todos
Port Moresby - O Comité Executivo da Federação das Conferências Episcopais Católicas da Oceânia reuniu-se estes dias em Port Moresby, capital de Papua Nova Guiné, para o seu encontro anual. No centro dos trabalhos, a salvaguarda da Criação, na ótica de um mundo visto “não como um mercado global, mas como uma casa universal”.

 “Um uso responsável do ambiente e dos recursos é um dever e uma tarefa para todos”, afirmam os bispos evocando também a necessidade de um desenvolvimento sustentável para as famílias, o turismo, a agricultura e a pesca. Para este último setor, em particular, os bispos pedem às autoridades que não permitam a sociedades estrangeiras praticar na Oceânia atividades “ilegais em seus países”, porque “o mar é um tesouro para todos e jamais deve tornar-se um ‘um parque de diversões’ para a exploração”.

Em seguida, o encontro reservou uma atenção particular para as populações da Papua Ocidental, que há anos aspiram a independência, em conflito com as autoridades indonésias.
“Elas buscam aquilo que busca toda a família e cultura: o respeito pela dignidade pessoal e comunitária”, ressaltam os bispos.
O problema da marginalização dessas populações remonta aos anos que vão de 1965 a 1998, sob a ditadura do presidente indonésio Suharto, durante a qual o reposicionamento das populações mais pobres era feito com o objetivo de acalmar eventuais ventos independentistas da região.

Por fim, olhando para a repercussão, a nível internacional, da investigação feita pelo diário britânico “The Guardian”, que revelou abusos e violências perpetradas nos campos de refugiados de Nauru, os prelados da Oceânia afirmam: “A insensibilidade jamais pode ser uma resposta apropriada para uma tragédia humana. Temos confiança de que as autoridades australianas ajam rapidamente no sentido de implementar um plano humanitário para a reabilitação” dos refugiados.

Carta de Francisco à 67ª Semana Liturgica Italiana, Gubbio




(RV) Por ocasião da 67ª Semana Litúrgica Nacional Italiana que começou nesta 2ª feira, dia  22/ de Agosto de 2016, em Gubbio, e vai até o dia 25, o Papa Francisco enviou uma mensagem ao Dom Claudio Maniago, bispo de Castellaneta e a todos os participantes dessa jornada de estudos.

A escolha do lugar foi motivada pela recorrência dos 1600 anos da Carta de Papa Inocêncio I a Decenzio, Bispo de Gubbio, e pelo contexto do Ano Santo da Misericórdia que se está a viver. De fato, a Semana Litúrgica Nacional tem como tema “Liturgia como lugar da Misericórdia”, cujo objectivo é de oferecer, no contexto desse ano jubilar, uma especial contribuição à Igreja italiana.

Na sua mensagem, o Papa disse que “quando nos esforçamos em viver cada momento litúrgico «com um olhar fixo em Jesus e seu rosto misericordioso podemos colher o amor da Santíssima Trindade (…). Este amor se faz visível e tangível em toda a vida de Jesus (…).Tudo Nele fala da misericórdia. Nada Nele é privado de compaixão».

Esta realidade, prossegue Francisco, ajuda-nos a perceber toda a Liturgia como lugar de Misericórdia encontrada e acolhida para ser doada, lugar no qual o grande mistério da reconciliação é presente, anunciado, celebrado e comunicado. As específicas celebrações dos Sacramentos, declinam para o único grande dom da divina misericórdia segundo as diversas circunstâncias da vida”.

“O dom da misericórdia, porém, - acrescenta Francisco - resplandece de modo particular no sacramento da Penitência e da Reconciliação. A misericórdia do Pai não pode fechar-se em atitudes intimistas e auto consoladoras, porque ela se demonstra potente em renovar as pessoas e torná-las capazes de oferecer aos outros a experiência viva do próprio dom. Partindo da consciência de que se é perdoado para perdoar, conseguimos ser testemunhas de misericórdia em qualquer ambiente suscitando o desejo da capacidade de perdão. Este é o desafio ao qual todos somos chamados, especialmente diante do rancor, do perigo que as pessoas se fechem, sobretudo aquelas que têm necessidade de reencontrar a alegria da serenidade interior e o gosto pela Paz”.

 “O rito da Penitência Sacramental, prossegue o Santo Padre na sua mensagem, é percebido como expressão de uma “Igreja em saída”, como “porta” não somente para reentrar depois de estar distante, mas como “passagem” paras as várias periferias da humanidade sempre mais necessitadas de compaixão. O encontro com a Misericórdia recriadora de Deus transforma todas as mulheres e homens para anunciar a vida nova do Evangelho através da existência reconciliada e reconciliadora”,

O Santo Padre concluiu a sua mensagem fazendo votos para que as reflexões e as celebrações da Semana Litúrgica “amadureçam sempre mais a compreensão da liturgia como fons et culmen  de uma vida eclesial e pessoal, cheia de misericórdia e compaixão, porque é constantemente formada pela escola do Evangelho".

Card. Braz de Aviz: Institutos seculares, beleza e modernidade



Cidade do Vaticano (RV) – Com uma missa presidida pelo Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, começam nesta segunda-feira (22/08) os trabalhos da Assembleia Geral da Conferência Mundial de Institutos Seculares (Cmis).

O encontro que reúne 140 participantes de 25 países termina na quinta-feira, 25 de agosto.

Formação e identidade na pauta da Assembleia

Os temas principais são a formação dos membros de Institutos seculares e a identidade da consagração dos próprios Institutos, e portanto, estão presentes no Centro Salesianum de Roma responsáveis gerais de Institutos seculares membros da Conferência e presidentes das Conferências nacionais e continentais de Institutos seculares.

O Cardeal concedeu entrevista ao Programa Brasileiro. Ele começa explicando o que são e qual o papel destes Institutos em na vida da Igreja e na nossa realidade.

Institutos seculares, modernidade e beleza

“Esta forma de vida consagrada é uma novidade moderna. Ela vem de Pio XII, de 1947 (tem a mesma idade que eu, 69 anos). Ela já estava começando a existir um século antes, e foi amadurecendo na Igreja. Ao invés de ser uma forma de consagração dentro de um instituto religioso, formando vida comunitária, vivendo fraternalmente numa mesma casa, esta é uma congregação normalmente individual e tipicamente no meio do mundo, no século – e por isto são chamados ‘seculares’. Não têm a exigência de uma vida comunitária, mas a consagração com as promessas, ou os votos de castidade, pobreza e obediência são feitos, e devem ser cumpridos na própria profissão, na própria família, aonde estiverem. É uma forma muito moderna e muito bonita”.

A intenção de Dom João Braz de Aviz também é agradecer os Institutos seculares pelo diálogo que têm desempenhado junto com a sua Congregação.

Diálogo contínuo e fecundo

“Vou me alegrar muito com eles, porque nós estamos fazendo um percurso muito bonito com a Conferência. Desde 2012 temos percorrido um caminho juntos. Temos um diálogo já institucionalizado, uma ou duas vezes por ano e tem sido muito útil. Temos visto que não há contraposições, o que há é a necessidade de conhecimento da própria vocação. A própria Conferência nos ajudou a pensar muito mais agora esta característica, da secularidade, ou seja, viver no mundo, no meio do mundo e quero agradecê-los por isto. E também hoje, sendo Nossa Senhora Rainha, gostaria de entrar hoje (na homilia, ndr) na figura de Maria, a consagrada por excelência".

Ouça aqui a entrevista:

http://media02.radiovaticana.va/audio/audio2/mp3/00544746.mp3

22 agosto, 2016

Papa exprime saudação e bons votos ao Sínodo das Igrejas Metodista e Valdense




Turim (RV) – "Em sinal da sua proximidade espiritual”, o Papa Francisco enviou a sua “cordial saudação e fez bons votos” aos participantes do Sínodo das Igrejas Metodista e Valdense, que prossegue em Turim até o dia 26.

http://media02.radiovaticana.va/audio/audio2/mp3/00544750.mp3

Em uma carta assinada pelo Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin, o Papa assegurou “uma recordação particular na oração e invocou ao Senhor o dom de caminhar com sinceridade de coração em direção à plena comunhão para testemunhar de modo eficaz Cristo à inteira humanidade, indo juntos ao encontro dos homens e mulheres de hoje para transmitir-lhes o coração do Evangelho”.
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Minoria cristã na Itália

O Cardeal explicou ainda como o Pontífice auspiciou que “as diferenças entre católicos e valdenses não impeçam que sejam encontradas maneiras de colaboração no âmbito da evangelização, do serviço aos pobres, aos doentes, e aos migrantes e no cuidado da Criação”.
Em março passado, pela primeira vez na história, uma delegação oficial das Igrejas Metodista e Valdense foi recebida em audiência pelo Papa no Vaticano.
Em 2015, o Papa Francisco visitou a igreja Valdense em Turim, sendo o primeiro Pontífice a entrar em um templo daquela que é a mais antiga minoria cristã da Itália.
(RB)

21 agosto, 2016

Papa convidou a rezar pelas vítimas do atentato na Turquia




(RV) "Queridos irmãos e irmãs, chegou até mim a triste notícias do atentato sangrento que ontem atingiu a cara Turquia. Rezemos pelas vítimas, para os mortos e os feridos e peçamos o dom da paz para todos".

No Angelus deste domingo 21 de agosto, o Papa Francisco perdiu orações pelas vítimas do atentato de sábado na Turquia.

São pelo menos 50 os mortos no referido atentado,  durante uma festa de casamento, em Gaziantep, cidade turca na fronteira com a Síria. Fala-se de um grande número de feridos, uns noventa, entre as pessoas que estavam a participar directamente na festa e as que festejavam na rua como é tradição na Turquia meridional. O Presidente Tayyip Erdogan indicou no Estado Islâmico, o possível responsável pelo atentado.

(DA)

Papa no Angelus: "Uma porta estreita, mas sempre aberta de par em par"



(RV) Domingo 21 de agosto. Muitos os fiéis e turistas reunidos na Praça de São Pedro para ouvir a reflexão do Papa e rezar com ele, ao meio dia, a oração mariana do Angelus.

Como sempre o Papa comentou a leitura evangélica deste XXI domingo do tempo comum, em que São Lucas conta que durante uma viagem em direcção a Jerusalém, Jesus foi abordado por uma pessoa que lhe perguntou: “Senhor, são poucos os que se salvam?”. Jesus não respondu directamente, mas deslocou o debate para um outro plano dizendo: “esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque muitos, digo-vo-lo Eu, tentarão entrar sem o conseguir”.

O que Jesus quer dizer, através desta simbologia da porta - explicou o Papa - é que não se trata duma questão de número, mas do caminho que conduz à salvação. Um percurso que prevê que se atravesse uma porta. E essa porta é Jesus, que nos conduz ao Pai, onde encontramos amor, compreensão e protecção. Mas porque é que essa porta é estreita – perguntou Francisco:

É uma porta estreita não porque seja opressiva, mas porque nos pede para restringirmos e contermos o nosso orgulho e o nosso medo, para nos abrirmos com coração humilde e cheio de confiança a Ele, reconhecendo-nos como pecadores, necessitados do seu perdão. A porta da misericórdia de Deus está sempre aberta de par em par para todos! Deus não faz diferença, mas acolhe sempre a todos, sem distinção. E a salvação que ele nos dá é um fluxo incessante de misericórdia que derruba todas as barreiras e abre surpreendentes perspectivas de luz e de paz.”

A porta é estreita, mas está sempre aberta de par  em par – insistiu Francisco, exortando-nos todos a não esquecer este aspecto. "Porta estreita, mas sempre aberta de par em par”.

Jesus – prosseguiu o Papa – lança-nos, mais uma vez um premente apelo a “ir para Ele, a atravessar a porta da vida plena, reconciliada e feliz.” Ele espera cada um de nós, independentemente do pecado que tenhamos cometido, para nos abraçar e nos perdoar. Entrando pela porta de Jesus, a Porta da fé e do Evangelho, poderemos abandonar as atitudes mundanas, os maus hábitos, os egoísmos, os fechamentos.

Quando há o contacto com o amor e a misericórdia de Deus, há uma mudança autentica. E a nossa vida é iluminada pela luz do Espírito Santo: uma luz inextinguível.”
Depois Francisco convidou os presentes a pensarem um pouquinho, em silêncio nas coisas que temos dentro de nós e que nos impedem de atravessar a porta: "o meu orgulho, a minha soberba, os meus pecados. E depois pensar na outra porta, aquela aberta de par em par pela misericórdia de Deus que do outro nos espera para nos perdoar, pensemos nestas duas portas…”

O Papa continuou convidando a não desperdiçar as numerosas ocasiões de salvação e a entrar pela porta da salvação que Deus nos oferece. Não se trata – adverte Francisco – de fazer discursos académicos sobre a salvação, mas de colher as ocasiões de salvação, até porque,recorda o Evangelho deste domingo, a um dado momento, “o dono da casa pode levantar-se e fechar a porta”.

Mas se Deus é bom e nos ama – faz notar o Papa – porque fecha a porta? Porque – responde Francisco – a “nossa vida não é um videojogo ou uma telenovela; a nossa vida é séria e o objectivo a atingir é importante: a salvação eterna”.

E o Papa exortou todos a pedirem a Nossa senhora, Porta do Céu, para nos ajudar a acolher as ocasiões que o Senhor nos oferece para atravessar a “porta da fé e entrar assim numa via mais larga: é a estrada da salvação capaz de acolher a todos os que se deixam envolver pelo amor. É o amor que salva, o amor que já aqui na terra é fonte de beatitude de quantos, na humildade, na paciêcia e na justiça se esquecem de si e se doam aos outros, especialmente aos mais fracos".

Depois de rezar com os fiéis o Angelus em latim, o Papa disse ter recebido a triste notícias de um atentado sangrento que atingiu ontem a Turquia, pedindo para rezarmos pelas vítimas, pelos mortos e os feridos e para pedirmos o dom da paz para todos.

A seguir Francisco saudou diversos grupos italianos, sobretudo, mas também da Polónia, e de Gondomar, em Portugal, que estavam na Praça, e de modo particular os novos seminaristas do Colégio Pontifício da América do Norte, as quais  deu as boas vindas a Roma…  A todos desejou bom domingo e pediu orações para ele.

(DA)